Palestras Espaço Fórum

O Forum do EdT é um encontro entre pesquisadores e palestrantes da Galiza e Portugal, aberto ao público em geral que possa estar interessado nos assuntos dedicados às músicas populares contemporâneas. Um lugar para intercâmbio de ideias, discussão e divulgação com apresentações de novidades editoriais e discográficas e palestras relacionadas com os temas de oficinas e concertos do EdT. Um incentivo fundamental para entendermos a música popular hoje.

Os eventos acontecem no Auditório da Biblioteca Municipal de Caminha.

Conferencia sobre as músicas populares urbanas e do cambio social de finais do século XIX e XX nun paseo histórico musical da man dun instrumento “moderno” que acompañou aos primeiros grupos de gaita e percusión: o clarinete. Definiu un novo xeito de relación da música popular cos contextos rururbanos da tardía Revolución Industrial e o Estado Liberal. E adaptáronse os novos repertorios chegados de Europa para os novos bailes coma as valsas, as mazurcas, as polcas, etc. e da América coma as rumbas, os boleros e as habaneras.

Unha reflexión sobre a música popular galega a través do papel do clarinete nas súas agrupacións. A aparición do instrumento na Galiza a finais do S. XIX favorece a creación dos primeiros cuartetos con gaita e clarinete que chegarán a ser a agrupación mais habitual do primeiro cuarto do século XX antes de evolucionar cara formacións mais amplas tentando achegarse ao modelo das bandas americanas pero coa particularidade de ter á gaita de foles como elemento central que lles confire un selo distintivo.

 

Fernando Abreu

Clarinetista galego de sólida formación académica e ampla e variada experiencia profesional.
Titulado en clarinete polo Real Conservatorio Superior de Música de Madrid e na interpretación de clarinetes históricos polo Koninklij Conservatorium de A Haia (Holanda), está tamén especializado en Música Tradicional Galega pola Universidade de Santiago de Compostela.

Como intérprete ten participado tanto como solista ou en grupo en proxectos de música antiga, contemporánea, jazz ou popular cos que ten chegado a actuar por toda Europa, América ou norte de África realizando tamén traballos para teatro, cine ou tv. Na actualidade podémolo escoitar a dúo co guitarrista Pablo Carrera no seu proxecto mais persoal chamado 2uS e co cal ven de editar o segundo traballo discográfico, reinterpretando musica galega co Cuarteto Caramuxo, acercándose ó rock e á world music coa Banda Crebinsky ademais de participar como colaborador en moitos traballos discográficos como os de Mercedes Peón entre outros.

A versatilidade como instrumentista permítelle tocar todos os instrumento da familia do clarinete e así podémolo escoitar tocando un chalumeau ou un clarinete do S. XVIII ata os modelos mais modernos da familia como o clarinete baixo ou o contrabaixo. Como investigador centra o seu interés no papel do clarinete na música popular galega, nomeadamente nas murgas e nos cuartetos de principios do século XX onde este instrumento facía dúo coa gaita xunto a tambor e bombo. A súa investigación sobre Os Trintas de Trives semella un paso lóxico neste proceso de investigación que agarda ser en breve o argumento principal da súa tese de doutoramento en etnomusicoloxía na Universidad de Valladolid.

Carlos Batista

 

 

Carlos Batista, natural de Anadia é músico autodidata, investigador e Arqueólogo . Tem dedicado parte do seu tempo ao estudo da organologia dos instrumentos populares Portugueses. Neste momento é investigador no Inet- centro de estudos em música e dança no projecto POCI-01-0145-FEDER-031782 • LISBOA-01-0145-FEDER-031782 (“Práticas sustentáveis: um estudo sobre o pós-folclorismo em Portugal no século XXI”/“Sustainable practices: a study of the post-folklorism in Portugal in the 21st century”. Ao abrigo deste projeto está a desenvolver um trabalho sobre os aerofones em barro em Portugal (assobios/ocarinas). Apresenta no Encontro de Tocadores – Entre Margens uma breve palestra sobre o cavaquinho.

 

 

Atlas – Atlântico Sensível. Memória e mediação das práticas e instrumentos musicais na circulação entre comunidades interligadas

Este projecto multidisciplinar de pesquisa propõe-se estudar e resgatar diferentes cosmovisões e relações sociais proporcionadas por práticas musicais, seus agentes e instrumentos (com enfoque nos cordofones) que circularam e circulam no corredor atlântico entre Portugal e o Brasil, com passagem nos arquipélagos da Madeira, Açores e Cabo Verde. Sustenta-se na hipótese segundo a qual certas relações de criação, fruição e trabalho com a música – marcadas pela partilha de repertórios disseminados a partir de Portugal – proporcionaram a construção de universos sensíveis, singulares e autónomos, que definem diferentes modos de ver o mundo.

O projecto AtlaS é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e está sediado em Portugal, no pólo do Instituto de Etnomusicologia (INET-md) da Universidade de Aveiro (UA).

 

Ivan Vilela

Investigador do INET-md na Universidade de Aveiro, é também professor na Faculdade de Música e no Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo da Universidade de São Paulo na área de musicologia e etnomusicologia, onde também leciona viola brasileira, história da Música Popular Brasileira, perceção musical, rítmica, música de câmara e produção radiofónica. Doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, mestre e graduado em Composição Musical pela Universidade de Campinas. Os seus escritos e pesquisas estão voltadas para o estudo das culturas populares e da música popular. Atua como compositor, arranjador e instrumentista. Mantém intensa atividade artístico-musical e didática no Brasil e no exterior.

 

Jorge Castro Ribeiro


É doutorado em Música (Etnomusicologia) pela Universidade de Aveiro onde é Professor Auxiliar. Licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. Realizou investigação sobre música e práticas musicais em Portugal continental, na Madeira, em Cabo Verde e no Brasil a partir de enfoques científicos multidisciplinares com base na etnomusicologia, na musicologia histórica, nos estudos de música popular e nos estudos culturais. Nestes contextos desenvolveu trabalho de campo e pesquisa em arquivos e centros de documentação. Os seus domínios principais de interesse científico são a música cabo-verdiana, a música em Portugal, a migração, os estudos poscoloniais, a música e educação, a música no espaço lusófono e música como património cultural imaterial. Tem publicações a nível nacional e internacional, incluindo livros, artigos, ensaios e gravações etnográficas e apresentou comunicações académicas em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Moçambique e África do Sul.

Olelas, como os seus veciños din ,“unha aldea empoleirada na montaña”. No outro lado dun encoro – todos son familia-, A Várzea xa é Portugal. Terra de músicos. Calquera celebración xira ao redor dun instrumento: “a concertina” (acordeón diatónico). Como en todas as aldeas contratan unha orquestra o día da festa. Mais aquí o clímax chega xusto no descanso, cando as concertinas soben ao palco e a parroquia enteira baila as danzas que aprenderon dos seus maiores: o vira, o S, e a cana verde. Alén dos propios tocadores de Olelas, os fillos de Sindo bailan nos ranchos portugueses de París.

Novo título da colección Chave Mestra que edita aCentral Folque. Sindo de Olelas. Concertina galega é unha monografía sobre un dos últimos tocadores de acordeón diatónico na Galiza, singular e apreciado. Olelas está no concello de Entrimo (Ourense), no Gerês-Xurés, unha terra raiana cun repertorio rico e híbrido das dúas realidades da fronteira. O libro conta cun CD de gravacións documentais do propio Sindo, o texto de Xurxo Souto, transcricións musicais de Pedro Pascual e fotografías de Eutropio Rodríguez e de arquivo.

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Xurxo Souto

Comunicador, cantante, acordeonista, escritor, locutor e licenciado en Filoloxía Clásica. Personaxe moi popular como vocalista da banda de rock “Os Diplomáticos de Monte-Alto”, e por ser un gran difusor da música galega de agora e sempre. Ademais de ter cinco libros publicados, ten colaborado con artigos en diferentes publicacións. Comezou a traballar en diversos programas de radio en galego, sendo o máis coñecido e lonxevo A tropa da tralla, xunto a Aberto por reformas e Mil ribeiras, na Radio Galega. Desde outubro de 2005 até abril de 2009 foi Director de Programas desta emisora. Formou o grupo musical “Os 3 Trebóns”, e recentemente Xangai. Tamén traballou como actor en producións galegas como a serie de éxito Mareas vivas ou o telefilme Entre bateas, de Jorge Coira.
Ten escrito varios libros ed poemas, narrativa e outro título da colección Chave Mestra: Pazos de Merexo. O acordeón na Costa da Morte.

Esta palestra visa enfatizar a importância da investigação académica realizada no âmbito da dança, em particular da Dança Tradicional. Devido à sua natureza prática predominantemente suportada na transmissão oral, conta com poucas publicações e pesquisas académicas. Pretende-se, assim, fazer uma síntese de vários aspetos investigados, teóricos e práticos, diretamente relacionados com os fundamentos das danças tradicionais internacionais, com as relações entre a música e a dança (estruturas rítmicas) e as formas de codificação e notação (registo) de dança. Serão, ainda, avançados alguns resultados decorrentes da tese de doutoramento que Mercedes Prieto concluiu no ano de 2018, que revelam um grande potencial no estabelecimento de conexões entre a Matemática e a Dança Tradicional. Esta experiência, não tendo sido isenta de dificuldades, ofereceu aos alunos a possibilidade de dar sentido à Matemática e revelou um aumento na sua motivação intrínseca.

Maria João Alves

Professora Auxiliar na Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Departamento de Educação, Ciências Sociais e Humanidades da Universidade de Lisboa (ULisboa). Coordenadora-adjunta do curso de Licenciatura em Dança da Faculdade de Motricidade Humana (FMH) (2010-2018) e Cocoordenadora do curso em Módulo de Formação, Dança na Escola: Danças com Tradição – portuguesas e internacionais (2009-2010), formação acreditada com 1 crédito, pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua), organizado pelo Centro de Estudos em Artes Performativas da FMH. Licenciada em Dança, mestre em Performance Artística – Dança e Doutorada em Motricidade Humana, na especialidade de Dança, é docente de Técnica de Dança Teatral (Dança Moderna e Dança Clássica), Técnica de Dança Social (Danças Internacionais), Didáticas da Dança, Metodologia do Ensino da Dança e Oficina da Dança. Tem organizado regularmente cursos abertos à comunidade, com forte ligação autárquica e participado em encontros internacionais, nomeadamente organizados pela DaCI – Dance and the Child International. De entre as suas publicações destaca: “International dances – An outlook on global, creative, and cultural work” In Sérgio Lira, Rui Amoêda, Cristina Pinheiro (Eds.), Sharing Cultures 2011, Greenlines Instituto para o Desenvolvimento Sustentável, (2011). Investigadora integrada no Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudo de Música e Dança – INET-MD/polo FMH e formadora acreditada pelo Conselho Científico – Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) nas áreas e domínios: A21 – Educação Física, A31 – Expressões (Físico Motora/Música/Dramática/Plástica/Dança), C05 – Didáticas Específicas (DANÇA) e C18 – Práticas do Desporto Escolar. Orientadora científica de estudos de Doutoramento e de Mestrado em Performance Artística – Dança.

Mercedes Prieto

Doutorada em Ciências da Educação pela Universidade de Évora no ano 2018, onde desenvolve um estudo sobre a “Dança como contexto de aprendizagem da matemática”.
Licenciada em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, onde colaborou na pos-graduação de “Dança em contextos educativos” e no “Programa Peso”.
Licenciada em Química pela Universidade de Santiago de Compostela no ano 1994.
Pertence a Associação Yehudi Menuhin Portugal como sócia e animadora artística do projeto MUS-E desde o ano 1997.

Trabalhou na escola Superior de Educação de Beja como professora de expressão dramática e corporal formando animadores socioculturais e professores de educação infantil e primeiro ciclo.
Colabora pontualmente em centros de formação nomeadamente com o Sindicato dos professores do Sul, CEFORE, JOBRA, USC, assim como noutras instituições como Câmaras Municipais e associações.

 E fundadora da “Associação PédeXumbo”, associação para a defesa e divulgação da música e dança tradicional, na qual foi diretora e coordenadora pedagógica.
Coautora das publicações de dança: Zampadanças, Pezinhos de lã e Entroidanzas.
Coreógrafa e intérprete na peça “Olladas da danza” criada para o Museo do Pobo Galego.
Bailarina nos projetos de dança GS21 e Bruma. Mandadora de bailes em projetos como Monte Lunai, Pesdelán, no Baile dos Corpos Extraordinários, Baile dos Gordos de Diana Regal e atualmente no baile do Zampadanças e Baile histórias da Associação Pédexumbo assim como no baile de Fica no Singelo da Cia Clara Andermatt.

Entre o mar e a serra, do interior ao litoral, o território de Odemira é atravessado uma e outra vez em busca de quem saiba o que é fazer um mastro. Conceitos como fé, sagrado, ritual, promessa, tradição ou celebração vão-se cruzando nas memórias de cada um.

Da Terra ao Céu reúne relatos pessoais que no seu conjunto descodificam ações e práticas de outrora e que hoje encontram novas expressões e contextos. Na vontade de se “chegar mais alto”, o mastro continua a unir comunidades.

O novo documentário PX “Da Terra ao Céu” tem data de estreia agendada para 3 de maio. Este documentário surge após o trabalho de investigação, registo e recolha das memórias associadas à prática local dos Mastros Tradicionais, realizado em 2018.
Um filme de Pedro Grenha e Rui Cacilhas

PédeXumbo

A PédeXumbo, Associação para a Promoção da Música e Dança (PX), nasceu em 1998 para dar enquadramento legal à realização do Festival Andanças, criado em 1996 por um grupo de jovens portugueses.Até 2007, a PX teve um crescimento imparável, dando a conhecer novas formas artísticas baseadas na prática do baile e de danças europeias, até aí desconhecidas em Portugal. Em simultâneo, foi promovendo a profissionalização de artistas e o aumento da oferta na área da dança tradicional em Portugal.

Em Évora, onde tem sede, foi possível desenvolver um trabalho mais aprofundado na vertente pedagógica. Para entender o âmbito da PX é preciso falar de danças do mundo, mas mantendo distância com o Revivalismo que aconteceu noutros países europeus: em Portugal o entrosamento, sobretudo com as culturas lusófonas, é muito forte, e a PédeXumbo salvaguardou esta riqueza.

A partir de 2007, a PédeXumbo iniciou uma fase de fidelização do seu público, mas também de captação de novos públicos, com a edição de DVDs e livros sobre a dança tradicional e a programação de projetos musicais em estreia nacional.

Também a preocupação em registar as práticas coreográficas portuguesas, que acompanha a PédeXumbo desde o seu princípio, passou a traduzir-se de maneira diferente: inicialmente baseada na aprendizagem direta de danças tradicionais, a PédeXumbo passou a investir financeiramente em registos que pudessem alimentar as novas produções.

Mais informação em PédeXumbo

A parroquia de Riofrío, en Mondariz, conserva un complexo espectáculo de “danzas brancas” na mañá do 6 de xaneiro, que comeza tras as coplas de Reis dentro da propia igrexa de San Miguel, e continúa en órbita polo adro, arredor do templo. Non sempre foi así, ben se lembra o percorrido dos danzantes polos vales.

Este libro é un álbum de fotografías sobre os danzantes de Reis: os que danzan e as que danzaron, quen terma dos preparativos, mais tamén os gaiteiros, os retratos de man en man, os movementos e os lugares. As partituras e a transcrición das coplas acompañan as fotografías, así como un texto que explora canto alí acontece -desde as sensacións aos atributos e a vestimenta-, trenzando voces e dando conta das transformacións profundas que as danzas experimentaron.

Eutropio Rodríguez

Graduado en Fotografía Documental polo International Center of Photography de Nova York e Licenciado en Historia da Arte pola Universidade de Santiago de Compostela. Premiado en diversos certames coma o Premio Ksado da Deputación da Coruña e o Premio Caja España. Do mesmo xeito publicou o seu traballo nos medios The New York Times e Rolling Stone Magazine-New York. A súa obra está presente en diversas coleccións: URJC, International Center of Photograpy, Caja España, etc. Expuxo nas salas de arte da Igrexa da Universidade de Santiago de Compostela, Palacio de los Gobernadores San Roque-Cádiz, West Chelsea Building of Arts-Nova York, MACUF-A Coruña, Concello de Ourense-Outono Fotográfico, EFTI-Madrid, etc.

Coma docente de fotografía impartiu clase no International Center of Photography de Nova York nos anos 2000 e 2001 e na School for Social Research tamén de Nova York en 1998. Tamén e profesor de fotografía no Museo Gas Natural-Fenosa-A Coruña, e dende 2015 forma parte do equipo docente e investigador da Unidade de Talento e Altas Capacidades da Facultade de Psicoloxía da Universidade de Santiago de Compostela.
Neste ano foi editor de “O danés curioso”, unha escolma de imaxes do antropólogo Gustav Henningsen para Acentral Folque Ed. E o Concello de Ordes. Tamén publicou “Os danzantes dos Reis” sobre a tradición do Rancho de Reis de Riofrío en Mondariz.
O seu traballo sobre “Bestas” sobre vinte anos de documentación sobre a tradición da rapa das bestas está a piques de ser publicado nun libro.

Rancho de Reis de Riofrio

É unha agrupación mixta que mantén e divulga a tradición das danzas brancas no día de Reis nesta parroquia do concello de Mondariz (sur de Pontevedra). Unha marabillosa danza que se mantén viva que se transmite de xeración en xeración. Neste lugar a tradición son os pasos de castañolas, de paos e de arcos ao son da gaita tódolos anos na Epifanía, e dicir, o día 6 de xaneiro pola mañá, os danzantes bailan na honra da Virxe do Leite.

“La Nuossa Gaita” é em Portugal o primeiro manual de aprendizagem de toque de gaita de foles, neste caso a mirandesa, organizado como método de ensino.

Durante uma década, os seus autores estudaram e traduziram em partituras, organizadas sob a forma de método de ensino historicamente enquadrado, o tocar oral de centenas de anos a partir de músicas e sons da gaita mirandesa, gravados por diversas pessoas, desde 1932 até à atualidade. Esta obra não pretende resultar numa pura transcrição do antigo e algum atual reportório, mas antes realizar sobre ele um trabalho crítico e unificador, adaptado ao método de ensino que propõem, sempre movidos pela vontade perpetuadora e respeitadora da essência da música mirandesa. Não renegam a tradição do ensino oral, mas antes enriquecem-na com um método formal de aprendizagem, para também enriquecer a cultura da Terra de Miranda (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso) esperando que a partir dele surjam novos autores e tocadores.

 

Abílio Topa

Abílio José Afonso Topa, é natural de Fonte de Aldeia, concelho de Miranda do Douro, onde nasce em 1964. Em 1990, termina o 8º grau do Curso Geral de Flauta Transversal no Conservatório de Música do Porto. Atualmente é professor de Educação Musical na Escola E.B 2/3 Sophia de Mello Breyner, em Vila Nova de Gaia. Vem a casar-se com uma bisneta do mítico gaiteiro Manuel José Lopes, conhecido por Tiu Pepe.
Com um percurso de vida sempre muito ligado à música, desde a infância junto de “velhos” gaiteiros mirandeses, Abílio Topa construiu a sua experiência musical através do contacto com vários géneros musicais e de diferentes épocas da história da música mantendo, no entanto, sempre muito fortes as suas raízes culturais mirandesas.
Num persistente trabalho diário de cerca de 10 anos, por recurso à sua flauta transversa, Abílio Topa constrói uma “padronização” musical do reportório da música e da arte de tocar a Gaita Mirandesa culminando num livro em forma de Método de Ensino deste instrumento, editado pelas Edições Afrontamento.

 

Daniel Pina Cabral

Daniel José Santos Pina Cabral é natural do Porto, onde nasce em 1962. Formado em Engª Química pela Universidade do Porto, casa-se em 1989 com uma mirandesa d Malhadas, Miranda do Douro, começando a descobrir e interessar-se pela a riquíssima cultura musical daquela Terra de Miranda, em particular a gaita de foles. Acompanha de perto, desde 2006, o trabalho do construtor de instrumentos e Gaitas Mirandesas, Célio Pires de Constantim. Através de um amigo mirandês conhece Abílio Topa desenvolvendo com este um longo trabalho de equipa com o fim de o apoiar a editar em livro, La Nuossa Gaita, todo um vasto conhecimento musical da Terra de Miranda de que este é detentor, tornando-se seu co-autor.
É vogal-voluntário da Associação Cultural e Recreativa de Malhadas (TODAS) aldeia onde está regularmente, colaborando ativamente em diversas atividades desta associação de pauliteiros e pauliteiras e atividades recreativas.
Desenvolve a sua atividade profissional como consultor da empresa Bracing Advisors, Lda, no Porto, de que é Co-CEO e sócio.

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